ARTIGO
Autora: Nilza Maria de Oliveira Carneiro
Estudante de pedagogia no último ano tem uma paixão e história e superação de vida através dos contos de fadas
O objetivo em pesquisar este tema se deu durante estágios realizados na educação infantil, e também por perceber o quanto as nossas crianças, jovens e adolescentes estão pobres de leitura. Vemos que também muitos educadores não cultivam este hábito de ler, pois os erros em ortografia são muito visíveis. Consequentemente não saberão passar com prazer aos seus alunos.Segundo pesquisas o Brasil está no ranking de “leitores mortos”. Ou seja , a mídia e a tecnologia tomaram conta da vida destes sujeitos, embotando a sua imaginação e o prazer de ler por ler de sonhar e viajar pelo mundo maravilhoso dos contos de fadas e outras literaturas
Acredita-se que a literatura infantil seja importante na formação crítica e reflexiva do sujeito. Por isso, mais do que estar a serviço do hábito da leitura é preciso compreender a literatura infantil como veículo de formação intelectual do sujeito, portanto como promotora de conhecimento crítico e reflexivo sobre o mundo interno e externo da criança. Assim, a literatura (infantil) destina-se também a jovens e adultos. É comum um adulto retornar a leitura que lhes marcaram a infância e deixaram um sentimento de prazer que o muito provavelmente, a outras leituras. Ele volta ao livro infantil sequioso por "recuperar" aquele primeiro momento: o do prazer e a magia exercida levou, pelos textos lidos naquela fase da vida. . Isso é possível porque os textos de qualidade literária são atemporais e permitem o deleite do leitor
em qualquer tempo e idade. No entanto, quanto maior for o conhecimento de mundo e o repertório do leitor mais inferências e intertextualidades ele será capaz de realizar. De qualquer forma, quem possui menos bagagem cultural ou menos leituras não deixará de fazer suas inferências e intertextualidades e isso é o que mais emociona na literatura infantil: a plurissignificação tanto textual quanto imagética A criança é capaz de fazer inferências e diálogos com textos e refletir sobre sua vida.e a que a cerca. Isso é muito importante e deve ser respeitado em todos os sentidos. O escritor para crianças não pode subestimar as potencialidades de seu público-alvo. A criança mistura-se de maneira muito mais íntima do que o adulto. “É atingida pelos acontecimentos e pelas palavras trocadas de maneira indizível, e quando a criança se levanta está inteiramente envolta pela neve que soprava da leitura.” (2002, p. 105). Segundo Nelly Novaes Coelho, a literatura feita para crianças é "o m6eio ideal não só para auxiliá-las a desenvolver suas potencialidades naturais, como também auxiliá-las nas várias etapas de amadurecimento que medeiam entre a infância e a idade adulta" (2000, p. 43, grifo da autora). Por esse prisma, entende-se que o livro destinado à criança serve como meio de desenvolvimento psicológico e emocional, interferindo, assim, na formação futura de sua identidade. Isso reforça a idéia de que as histórias infantis fazem parte do imaginário da criança. Nesse período, ela é apresentada ao mundo e, no contato com a ficção, pode ler a realidade circundante Desse modo, no período de amadurecimento, as histórias infantis, sobretudo os contos de fadas, são elementos decisivos na formação da criança em relação à identificação de sua imagem e do mundo que a cerca. A partir de uma linguagem simbólica, é possível à criança compreender alguns valores relativos ao convívio social e à conduta humana.: Recoberto com seus fabulosos trajes simbólicos e com suas esquemáticas simplificações morfológicas, o conto de fadas nos mostra as linhas básicas do destino humano, a evolução pela qual todos os seres devem passar. PAZ e TERRA ( 1989, p. 18)
Referências:
AMARILHA. MARLI. Estão mortas as Fadas? Petrópolis, R.J: vozes, 1997.
BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Editora Paz e Terra, 3ª
edição,1980.
CASHDAN, Sheldon. Os sete pecados capitais nos contos de fadas: como os contos de fadas influenciam nossas vidas. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
MAGALHÃES, Ivani de O. “ERA UMA VEZ...” NA EDUÇÃO INFANTIL :O papel das histórias no desenvolvimento da criança
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. "Leitura, um diálogo subjetivo" in O que é qualidade em literatura infantil e juvenil: Com a palavra o escritor. São Paulo: DCL, 2005, p. (171)
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
OS CONTOS DE FADAS AINDA EXISTEM?
Nesta era de tecnologia, muitos pais esquecem de participar da vida da criança, de sentar-se uma hora que seja , para lhe contar uma história que já ouviu quando criança. Também os educadores fazem pouco caso de contar um clássico para criança. ambas as partes acreditam que "Contos de Fadas" não levam a criança á lugar algum, esquecendo estes que um dia fora criança e que ao som dos contos foram embalados nos braços dos pais. “’Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias ...Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é Ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo..”’ (ABRAMOVICH, pág. 17, 1994).E de acordo com Cecília Meireles, p. 49, 1984...
“... Não há quem não possua em sua lembrança não possua em suas lembranças e aquisições da infância, a riqueza das tradições recebidas por via oral. Elas precedem dos livros e muitas vezes o substituem. Estórias que tinham como único compromisso o prazer de lê-las e ouví-las. Sem a pretensão de transformar o homem e o mundo que o rodeia, transmitiam de forma lúdica, paz! Por que então, retiramos esse precioso momento de nossas vidas? Quando isso aconteceu? Por que? Por que em algum momento isso foi tido como banal, não educativo, superficial. O homem iludido com as tecnologias, imaginou que novas formas de contar estórias e preservar a memória pudessem substituir o aconchego, a voz, a presença, a imagem criada na mente de cada pessoa... Foi aí que a maldição surgiu! Algumas pessoas no entanto, resistiram e resistem! Nas grandes concentrações de pessoas, onde o caos faz-se sentir de forma mais forte, onde a solidão está mais presente, faz-se ainda mais necessário brotar o espírito de Sherazade, adormecido dentro de cada um de nós. Com isso, resgataremos o nosso "contador de estórias" adormecido lá no fundo dos nossos corações, transmitiremos e perpetuaremos mil e uma noites, estórias e emoções e quem sabe até como nos contos de fadas, seremos felizes para sempre!
Em certos casos elas mesmas foram conteúdos desses livros”.Então porque ainda hoje exista resistência em relação aos contos de fadas na formação da criança? Simples , hoje a televisão, o computador , os vídeos games são peças tidas como fundamentais dentro de uma casa que exista crianças , jovens e adolescentes. Este aparelhos tecnológicos divirama muito a família assim como a nova concepção de família. situação que os laços familiares estão quase que corrompidos. Desta forma , contar histórias é coisa do passado.
“... Não há quem não possua em sua lembrança não possua em suas lembranças e aquisições da infância, a riqueza das tradições recebidas por via oral. Elas precedem dos livros e muitas vezes o substituem. Estórias que tinham como único compromisso o prazer de lê-las e ouví-las. Sem a pretensão de transformar o homem e o mundo que o rodeia, transmitiam de forma lúdica, paz! Por que então, retiramos esse precioso momento de nossas vidas? Quando isso aconteceu? Por que? Por que em algum momento isso foi tido como banal, não educativo, superficial. O homem iludido com as tecnologias, imaginou que novas formas de contar estórias e preservar a memória pudessem substituir o aconchego, a voz, a presença, a imagem criada na mente de cada pessoa... Foi aí que a maldição surgiu! Algumas pessoas no entanto, resistiram e resistem! Nas grandes concentrações de pessoas, onde o caos faz-se sentir de forma mais forte, onde a solidão está mais presente, faz-se ainda mais necessário brotar o espírito de Sherazade, adormecido dentro de cada um de nós. Com isso, resgataremos o nosso "contador de estórias" adormecido lá no fundo dos nossos corações, transmitiremos e perpetuaremos mil e uma noites, estórias e emoções e quem sabe até como nos contos de fadas, seremos felizes para sempre!
Em certos casos elas mesmas foram conteúdos desses livros”.Então porque ainda hoje exista resistência em relação aos contos de fadas na formação da criança? Simples , hoje a televisão, o computador , os vídeos games são peças tidas como fundamentais dentro de uma casa que exista crianças , jovens e adolescentes. Este aparelhos tecnológicos divirama muito a família assim como a nova concepção de família. situação que os laços familiares estão quase que corrompidos. Desta forma , contar histórias é coisa do passado.
LEITURA EM HOSPITAIS
Leitura em hospitais
Introdução:
Uma vez internada a criança ou o adulto são afastadas do seio familiar, dos brinquedos, dos amigos e da escola. Segundo estudos a hospitalização prolongada afasta as crianças ou o adulto da família e da escola e pode excluí-las também da possibilidade de contato com o universo imaginário. A falta do contato com a leitura, ou com familiares, neste período estas pessoas são cruciais para o paciente, pois durante este período fica á mercê dos médicos enfermeiras e medicamentos
A identidade de ser criança é, muitas vezes, diluída numa situação de internação, em que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor.
Segundo (Biermann, 1980), A hospitalização, em determinadas situações, constitui um risco igual ou maior que aquele da própria doença que a originou. (Spitz, 1946), descreve a síndrome do hospitalismo (grave depressão e isolamento afetivo). Desta forma, a mediação de leitura deve ser propostas às crianças todas as idades, aos jovens e seus pais, e é preciso incluir esta ação cultural em situações cotidianas em períodos de espera, em momentos transitórios ou livres do atendimento às crianças e aos adultos nos hospitais. Pois, tanto o adulto quanto as crianças internadas recebem tratamentos medicinais que são curativos do físico, em alguns ambientes o sujeito não tem contato nenhum com algum tipo de leitura, seja esta recreativa ou não. Deste modo ficam em um estado semi-mórbido, situação em que o paciente dorme e recebe medicação, salvo os dias ou horários estipulados para visitas. Quando abordamos este assunto, não estamos pensando somente naquelas pessoas que são internadas por sistemas como SUS e indigência, pessoas que tem um acesso menor aos livros, mas preocupamos também com aquelas internadas em quartos particulares, pois na mesma medida elas são privadas do contato com a leitura.
Sendo assim acredita-se esse afastamento gera um sentimento de culpa, desenvolvendo fobias, depressão, hiperatividade e por vezes perdendo até o seu referencial. A depressão geralmente se dá com mais freqüência no adulto que fica por muito tempo hospitalizado.
Pois , acreditamos ser a humanização alcançada em ambiente hospitalar, através deste atendimento, um exemplo a ser perseguido porque mesmo doente, a criança precisa brincar. Acredita-se que lendo e contando histórias, também estamos ampliando seu repertório, seu universo intelectual e sua formação como leitor. Permitir ao paciente em diferentes faixas etária, culturais ou sociais poder falar das histórias, se identificar com personagens, rir e se emocionar com os contos, painéis e com as imagens contidas nos livros, proporciona a criança um espaço para imaginar a brincar; e ao adulto á sorrir e acreditar na sua cura, mesmo imobilizada.
O trabalho com literatura infantil tem-se mostrado um recurso significativo e muito utilizado no universo hospitalar, entretanto percebe-se que a inexistência de uma leitura prazerosa se faz presente em diferentes ambientes; e principalmente nos hospitais, pois estes ainda não estão preparados para prestação deste tipo de serviço. Diante de tal situação vê-se a importância em desenvolver um projeto de leitura com estas pessoas que estão internadas, ressaltando que este deverá ser para a promoção da saúde do paciente. Os livros são apresentados à criança ou ao adulto podendo despertar ou não interesse pela história. E cabe ao mediador respeitar a sua vontade e o tempo em que ela deseja para ouvir as histórias. A literatura infantil no hospital a cada dia vez se expandindo e tem sido utilizada com múltiplos sentidos: terapêutico, educativo, lúdico e de caráter de formação pessoal e intelectual.
Objetivos do Projeto:
· Promover a reconstituição de um espaço de vitalidade, de preservação e de desenvolvimento da saúde psíquica para as crianças em situação de internação hospitalar ou atendimento ambulatorial.
· Facilitar a integração das crianças e seus familiares com o corpo funcional do hospital através da mediação de leitura;
· Possibilitar que crianças e jovens em situação de internação hospitalar tenham acesso a livros de qualidade e a leitura mediada;
· Aumentar a aceitabilidade da criança ao tratamento e a situação de internação hospitalar;
· ·Promover situações estimuladoras ao processo de cura da criança;
· Garantir, a reconstituição de um espaço de vitalidade no que se refere não apenas à doença;
· Propiciar o alívio de tensões e mudanças favoráveis no quadro psicológico das crianças;
· ·Ampliar os espaços onde a leitura seja oferecida para as populações com menos acesso a livros e menores possibilidades de aquisição dos mesmos;
· ·Propor a leitura como forma de prazer favorecendo assim a familiarização com os livros.
NIZHA.
Introdução:
Uma vez internada a criança ou o adulto são afastadas do seio familiar, dos brinquedos, dos amigos e da escola. Segundo estudos a hospitalização prolongada afasta as crianças ou o adulto da família e da escola e pode excluí-las também da possibilidade de contato com o universo imaginário. A falta do contato com a leitura, ou com familiares, neste período estas pessoas são cruciais para o paciente, pois durante este período fica á mercê dos médicos enfermeiras e medicamentos
A identidade de ser criança é, muitas vezes, diluída numa situação de internação, em que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor.
Segundo (Biermann, 1980), A hospitalização, em determinadas situações, constitui um risco igual ou maior que aquele da própria doença que a originou. (Spitz, 1946), descreve a síndrome do hospitalismo (grave depressão e isolamento afetivo). Desta forma, a mediação de leitura deve ser propostas às crianças todas as idades, aos jovens e seus pais, e é preciso incluir esta ação cultural em situações cotidianas em períodos de espera, em momentos transitórios ou livres do atendimento às crianças e aos adultos nos hospitais. Pois, tanto o adulto quanto as crianças internadas recebem tratamentos medicinais que são curativos do físico, em alguns ambientes o sujeito não tem contato nenhum com algum tipo de leitura, seja esta recreativa ou não. Deste modo ficam em um estado semi-mórbido, situação em que o paciente dorme e recebe medicação, salvo os dias ou horários estipulados para visitas. Quando abordamos este assunto, não estamos pensando somente naquelas pessoas que são internadas por sistemas como SUS e indigência, pessoas que tem um acesso menor aos livros, mas preocupamos também com aquelas internadas em quartos particulares, pois na mesma medida elas são privadas do contato com a leitura.
Sendo assim acredita-se esse afastamento gera um sentimento de culpa, desenvolvendo fobias, depressão, hiperatividade e por vezes perdendo até o seu referencial. A depressão geralmente se dá com mais freqüência no adulto que fica por muito tempo hospitalizado.
Pois , acreditamos ser a humanização alcançada em ambiente hospitalar, através deste atendimento, um exemplo a ser perseguido porque mesmo doente, a criança precisa brincar. Acredita-se que lendo e contando histórias, também estamos ampliando seu repertório, seu universo intelectual e sua formação como leitor. Permitir ao paciente em diferentes faixas etária, culturais ou sociais poder falar das histórias, se identificar com personagens, rir e se emocionar com os contos, painéis e com as imagens contidas nos livros, proporciona a criança um espaço para imaginar a brincar; e ao adulto á sorrir e acreditar na sua cura, mesmo imobilizada.
O trabalho com literatura infantil tem-se mostrado um recurso significativo e muito utilizado no universo hospitalar, entretanto percebe-se que a inexistência de uma leitura prazerosa se faz presente em diferentes ambientes; e principalmente nos hospitais, pois estes ainda não estão preparados para prestação deste tipo de serviço. Diante de tal situação vê-se a importância em desenvolver um projeto de leitura com estas pessoas que estão internadas, ressaltando que este deverá ser para a promoção da saúde do paciente. Os livros são apresentados à criança ou ao adulto podendo despertar ou não interesse pela história. E cabe ao mediador respeitar a sua vontade e o tempo em que ela deseja para ouvir as histórias. A literatura infantil no hospital a cada dia vez se expandindo e tem sido utilizada com múltiplos sentidos: terapêutico, educativo, lúdico e de caráter de formação pessoal e intelectual.
Objetivos do Projeto:
· Promover a reconstituição de um espaço de vitalidade, de preservação e de desenvolvimento da saúde psíquica para as crianças em situação de internação hospitalar ou atendimento ambulatorial.
· Facilitar a integração das crianças e seus familiares com o corpo funcional do hospital através da mediação de leitura;
· Possibilitar que crianças e jovens em situação de internação hospitalar tenham acesso a livros de qualidade e a leitura mediada;
· Aumentar a aceitabilidade da criança ao tratamento e a situação de internação hospitalar;
· ·Promover situações estimuladoras ao processo de cura da criança;
· Garantir, a reconstituição de um espaço de vitalidade no que se refere não apenas à doença;
· Propiciar o alívio de tensões e mudanças favoráveis no quadro psicológico das crianças;
· ·Ampliar os espaços onde a leitura seja oferecida para as populações com menos acesso a livros e menores possibilidades de aquisição dos mesmos;
· ·Propor a leitura como forma de prazer favorecendo assim a familiarização com os livros.
NIZHA.
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