A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA DURANTE A APRENDIZAGEM
Os contos de fadas tradicionais são histórias que fazem parte da cultura oral, cujos enredos se passam em um tempo e espaço indeterminados.
No núcleo das ações, temos um herói ou heroína que, por sua iniciativa própria ou desígnio do destino, empreende uma trajetória difícil, permeada de provas, cuja superação leva ao sucesso final (Bettelheim, 2002).
A presença do maravilhoso é característica fundamental dessas narrativas, que também é encontrada nos contos de fadas artísticos, nos quais o conto de Andersen em estudo está inserido. Nesse texto será feita, também, uma análise da duplicidade da personagem, numa reflexão sobre seus aspectos simbólicos e míticos lendários.
A Literatura Infantil deve ser considerada como um item importante na formação do indivíduo e no desenvolvimento da aprendizagem durante a infância, ressalta-se a diferenciação entre ela ser utilizada como instrumento de desenvolvimento da aprendizagem e como aparato para alfabetização, pois este último é o modo mais habitual trabalhado na escola.
Pois a literatura infantil é uma ferramenta fundamental na constituição do leitor.
Mas quando utilizada de forma maçante e com um único intuito de alfabetizar, pode provocar sérios danos à formação do individuo e a sua capacidade de interpretação seja literária ou da leitura de mundo, assim sendo acredita-se que o aprendizado da leitura se dá a partir das experiências pessoais, devemos, entretanto ir além deste contexto individual. O poder de imaginação e de crença das crianças são fatores que devem ser levado em consideração principalmente quando a proposta é de trabalhar literatura.
O interesse pela leitura e o hábito de ler são expressões de leitores que podem ser desenvolvidas pelos indivíduos na infância. Bamberger (1987, p. 92) afirma que:
O desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é
um processo constante, que começa no lar, aperfeiçoa-se
sistematicamente na escola e continua pela vida afora, através das
influências da atmosfera cultural geral e dos esforços conscientes da educação e das bibliotecas públicas.
Nesse sentido, ler é um modo não só de conhecer, mas também de praticar a cultura, de forma prazerosa.
Os jovens leitores interpretam e compreendem as estórias de modo peculiar e inerente às crianças.
Cabe a nós não buscarmos as mesmas respostas que de um adulto, mas também não subestimá-los, pois a prática social e cotidiana da leitura pode ser estimulada com diferentes textos, adequando a modalidade aos propósitos específicos. A diversidade é importante para formar o leitor, já que abre diferentes portas de entrada para o mundo da leitura.
A prática da leitura e a produção da escrita, no âmbito escolar, são iniciadas na
pré-escola e fundamentalmente nas séries do ensino fundamental. O trabalho da leitura nas séries da educação infantil é extremamente importante no desenvolvimento cognitivo, intelectual e emocional da criança. Contudo, esta não tem ocupado o espaço que merece.
A cultura das letras não tem sido tratada com o devido cuidado por boa parte dos profissionais que atuam na educação infantil contemporânea embora haja uma movimentação no sentido de reafirmar sua importância
.
O despertar do interesse pelos livros passa obrigatoriamente pelos primeiros anos e pela escolarização. As crianças que não puderem beneficiar-se desse estímulo estarão certamente prejudicadas em relação às demais que, pelo meio familiar e escolar, descobriram a leitura. Assim os adultos têm um papel decisivo na iniciação que poderá transformar-se em prazer ou desprazer quase que definitivos
[...] (YUNES; PONDÉ, 1988, p. 56).
Diante desse contexto, um dos desafios é formar, de fato, pessoas que praticam a leitura e não apenas sujeitos que sabem decifrar o código da escrita. Ou seja, essa relação estritamente escolar e obrigatória que boa parte das crianças têm com a leitura precisa ser complementada com a sua prática cultural e social.
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depois de alguns anos afastada do Blog, por motivo de pesquisas, cá esstou eu de volta,Espero que os leitores gostem e opinienm também,além é claro de postarem as suas pesquisas caso queiram para enriquecerem o Blog
ResponderExcluirOs contos de Fadas de antes e depois
ResponderExcluirPor muitos anos,Os contos de Fadas eram contados para maiores na casa e madame D. porem isto não impedia que as crianças tivessem acesso a estes contos que eram tidos como impróprios, pois estas eram tidas como adultos em miniatura. Sim, uma vez que meninos aos 7 ano já tomavam a responsabilidade da casa e as meninas eram iniciadas pelos pai, tios ou qualquer outro homem que vivesse no lar. Foi a partir daí que autores como irmãos Grimm e Hans Christian e Charles Perroult, entre outros que buscaram suavizar estes contos e torná-los acessíveis a crianças daquela época e que perdura ate os dias atuais, onde são inseridos valores para nossos pequenos. Os contos originais eram sangrentos, cheios de violência e sexo.
Uma das estórias mais contada e a do Chapeuzinho vermelho, a que conhecemos nos dias atuais, porém em seu contexto original podemos perceber como serviram as modificações adultas para a criança.
A historia da menina que usa um capuz e capa vermelha ficou famosa mundialmente tornando-se a fábula mais contada de todos os tempos, desde a época medieval, quando a historia surgiu pelos ataques de lobos e supostos lobisomens famintos que sempre rondavam os bosques a procura de alimento.
A versão que mais conhecemos, tem como chapeuzinho vermelho, viva no final, escapando com sua avó das garras do lobo, mas em versões diferentes e mais antigas, não existia lobo, ele era uma metáfora assim como a cor da sua roupa para identificar o inicio de uma vida feminina, a passagem de criança para adulta. em versões mais antigas, ela consegue o seduzir com strip-tease, logo após foge, e em uma mais antiga ainda, ela consegue fugir, fingindo que vai defecar, no banheiro que existia fora da casa naquela época, e assim consegue escapa
Hoje as versões cinematográficas dos contos nos remetem sutilmente aos contos originais.
Os "contos de fadas originais" não é o "original" ja é uma adaptação dos contos folclóricos europeus ou franceses, as estorias contadas pelos camponeses no medievo nunca saberemos de fato como eram contados, ou seja , é uma versão de Charles Perrault , que ouviu da baba de seu filho os contos e adaptou para a aristocracia, já que seus contos eram contados em salões,depois dele, é que surgiu os "contos de fadas" inocentes que conhecemos.